Eles moram no Afeganistão, no Iemen, na Malásia ou na Jamaica… Eles pertencem a diferentes religiões: evangélicos, mulçumanos, católicos ou ateus…
O que eles tem em comum? São gays e são, igualmente, vítimas e testemunhas da discriminação.

Graças a ajuda de alguns sites de encontros, Philippe Castetbon recolheu os testemunhos e as fotos de homens gays de 51 países (de A como Afeganistão a Z como Zimbabue), onde a homosexualidade é proibida por lei.
Condenados, excluídos, violentados, humilhados e, muitas vezes, mortos, eles falam sobre seus medos, sobre mentira e sobre as humilhação.
Cada um produziu um autoretrato original de sua vida no país, publicando, anonimamente, sua visão sobre a situação. A internet, nesse sentido, os ajuda a realizar as denúncias sem medo do reconhecimento e da punição.
Uma exposição sobre a liberdade de ser e de amar, que virou livro.
“Les condamnés” (Os condenados), publicado pelas Edições H&O, estará nas livrarias européias a partir de 5 de fevereiro de 2010. No Brasil, não sei, novamente teremos que esperar...
Um filme pornô exibido em um telão provocou um engarrafamento em uma rua de Moscou.
Na quinta-feira, hackers conseguiram invadir o sistema da empresa de outdoor a menos de 2km do Kremlin. Eles substituiram o anúncio com cenas de filmes pornôs, semeando uma grande polêmica na cidade.
Testemunhas disseram que um grande congestionamento se formou próximo ao telão, os motoristas pararam para admirar o espetáculo. A cena, inusitada, foi filmada por motoristas e pedestres através do celular. O evento durou cerca de vinte minutos, por volta das 23h00.
Em sua defesa contra os rumores causados, o presidente da empresa de Outdoors, Panno.ru, Victor Laptev, acusou seus concorrentes diretos de invadiram seu sistema.
O mais curioso é o fato de que um filme pornô possa causar, ainda hoje, tanto rebuliço. Ah, claro, ainda temos crianças andando pelas ruas !
Acho que o fato não deveria escandalizar tanto, afinal, Ron Jeremy (famoso ator pornô) andou afirmando por aí que filmes pornôs são menos prejudiciais as crianças do que os vídeo games violentos que eles andam assintindo…rsss.
“Então é natal…” e o que você fez de inovador em sua vida sexual de 2009? Sim, natal também é tempo de presentes eróticos, afinal tudo nasce e renasce no sexo, do sexo, para o sexo… Para ser no mínimo original, em vez de ficar esperando o ano novo para pedir a Iemanjá um “sexo bom”, um “cobertor de orelha”, e coisas do gênero, você pode se adiantar e já sair presenteando aquela “pessoa” com algo mais “picante” que uma camisa, uma meia ou uma cueca.

No momento não consigo pensar em um presente nada mais erótico que o livro de Agnès Giard, intitulado Les Objets du desir au Japon. Que o japoneses são inventivos em matéria de sexo ninguém duvida, mas você vai se surpreender com muitos objetos que o livro ilustra.
São 108 objetos de desejo e o conjunto da obra custa 35 euros na França, para pedir daqui do Brasil eu não sei, mas vale muito a pena! ou melhor, vale muito o frete!
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Voltando para minha leitura de Hipótese de Eros, de Emanuelle Arsan, me deparei com uma passagem que me fez querer rever o filme Último Tango em Paris. A análise da autora me fez repensar o modo como eu mesma havia entendido o filme, sobretudo no que diz respeito ao cumprimento de regras sociais que, como adverte a autora, não servem mais para os casais atuais. Reescrevo abaixo um trecho do livro…

(…) Alguns [homens e mulheres], os mais numerosos, é claro, pedem às velhas regras “absolutas” - constância, fidelidade, sacrifício - a segurança que dá a dependência. Mas estas receitas, que eram válidas talvez para um tempo em que as dimensões eram outras, são de agora em diante inúteis: da mesma forma que em astronomia, as leis de Einstein.
Para aqueles, então, que se agarram às ilusões de truques externos, a existência, o futuro e o casamento mesmo se tornam inexplicáveis e fatais, como o governo e a artrite [ótima comparação! rss]. Eles morrerão mais tarde do que antigamente [antigamente a média de vida não ultrapassava os 35 anos], mas não terão vivido mais por causa disto.
Outros, ao contrário, procuram reduzir em sua vida a parte da ficção. Algumas vezes fazendo de seus sonhos a realidade. Então o seu comportamento provoca escândalos. Aos olhos da moral, com efeito, não é a ficção como ficção que aparece indecente, escabrosa, obscena. O que ofende o “senso comum do pudor” é a paixão do real. Ninguém diz que o impudor é uma mentira: o que lhe repreendem é ser uma verdade nua.
(…)
A vida verdadeira, a vida que alguns inventam, por gosto de serem humanos, é o tempo durante o qual sabe-se que o amor é um jogo. Esta vida pode começar tarde; não importa quando; nunca. Durar pouco: o espaço de um encontro e de um riso. Ou então a eternidade das bodas de ouro. E recomeçar sempre, enquanto tiver oportunidade. Os homens não morrem de velhice: eles morrem quando deixam de acreditar no amor possível.
Eu creio que Bertolucci teve esta idéia (e muitas outras, é claro) em seu Último Tango em Paris. O filme mostra que o amor é uma vitória, não importa qual seja o contexto, quais sejam as formas ou falta de formas, enquanto ele só quiser ser a felicidade do instante, um jogo livre, um prazer sem leis. A tragédia acontece quando um dos parceiros tenta voltar às regras “absolutas”: a banalidade dos sentimentos e dos projetos, reminiscências, oferta de casamento e de domicílio conjugal. A negação do jogo. O erro. A imbecilidade.
Paul era jovem, podia viver, já era feliz, enquanto jogava com Rosa, sua mulher. Rosa, sendo a primeira a se matar, trai o espírito do jogo. Jeanne oferece a este homem a oportunidade de uma nova partida. Mas é ele, desta vez, quem recua, envelhece, diz tolices. Ele não procura, obscuramente, a morte física (embora assim tenham compreendido alguns críticos freudianos), mas somente a morte da imaginação, a senilidade prematura do espírito de aventura que acarretam as normas burguesas. A bala disparada por Jeanne faz apenas com que ele economize alguns anos de agonia voluntária.
Por suas figuras grotescas e triste de morrer, que substitui ao possível prazer da dança, o tango simboliza este mundo suicida. As contorsões (sic) conformistas dos casais simulam as contorsões (sic) do amor permitido: as caretas de arrogância, a dignidade posada, a decência enfática, exibidas para os outros, para ganhar um preço, para ser “classificado”. É a ficção tipo, a dança-fé, é o reflexo do estrago dos deuses. (…)
Jeanne não mata Paul porque ele fez amor com ela fora dos hábitos estabelecidos, mas porque ela compreende que o jogo acabou, e que, colocando fim ao jogo, Paul fez com que ela envelhecesse. Observemos que a jovem poderia também desembaraçar-se de seu noivo que acabava de lhe falar de conduta “adulta”, de futuro “calmo e sério”. Assim, mesmo em sua lógica trágica ela prova que a recusa também é relativa.
Assista aqui uma das melhores cenas do cinema: <a href="<a href="ttp://www.youtube.com/watch?v=7ALnAPztfKA" target="_blank">Google</a>"
Repercute na França o caso do filme Histories de Sexe (s) (Histórias de Sexo) que foi rebaixado para a categoria de filme pornô.

Para os puritanos a ação pode até parecer correta, mas não passa de uma medida imprópria para o filme em questão.
Histories de Sexe(s) é uma comédia leve que trata de sexualidade, inspirada no declínio do império americano. É a história de quatro amigas que se encontram para falar de suas últimas aventuras e de seus problemas amorosos. Paralelamente, quatro homens se encontram também para falar de sexo e conferem uma nova versão à história: homens e mulheres tem visões diferentes sobre o temas, obviamente. A “dupla” visão do filme é garantida por que seus diretos são um homem e uma mulher.
Segundo relatos de quem assistiu ao filme (eu ainda não vi, infelizmente), ele contém algumas cenas hilariantes e outras extremamente pedagógicas que abordam o tema do orgasmo, dos sextoys, da ejaculação feminina (parece ótimo né??).
Sendo considerado uma mistura de documentário, ficção e curso de sexologia, o filme certamente não merece a classificação X.
Os diretores do filme, Ovidie e Jack Tyler, protestam (aqui) contra a decisão afirmando que o filme tem a “ambição de superar as regras da indústria pornô” e que eles esperavam que com o filme sairiam das ruas (do gueto)”.
No entanto, eles foram reenviados secamente para a margem do cinema com esta decisão. Segundo os diretores
“um filme é considerado pornô quando apresenta qualquer script, não tem trabalho de preparo, por ser distante de uma sexualidade realista e, na maioria das vezes, degradar a mulher. Com este filme, dizem os diretores, encarou-se o desafio de apresentar uma sexualidade não caricatural e de colocar em cena a complexidade da relação do casal. Habitualmente, os cenários dos filmes pornôs servem apenas para introduzir as cenas de sexo que são a razão principal dos filmes pornográficos. Em Históries de Sexe(s), as curtas passagens explicitas não são mais do que ilustração das declarações feitas pelos próprios protagonistas. 95% de diálogos e 5% de sexo, e não o inverso. Claramente, não se trata de um filme masturbatório. Com este filme, nós atendemos a emergência de um novo gênero: um filme que trata abertamente da sexualidade, livre dos códigos da pornografia e de sua cota de ejaculações faciais. Nosso desejo não era que passasse para menores, porque estávamos exigindo a proibição para menores de 18 anos.”
Acredita-se, portanto, que a comissão CNC classificou o filme como pornô porque seria impensável para os puritanos, que parecem ser sempre a maioria, que um filme possa falar abertamente de sexo. Podemos falar de morte, de assassinatos em série, do fim do mundo, de guerra (principalmente de guerra), mas não podemos falar de sexo. A classificação do filme como pornô é uma forma perversa de censura. Ela vem acompanhada de um sistema de taxas e impostos que desestimula as pessoas a movimentarem dinheiro e, consequentemente, condenam os filmes sobre o tema a produções de baixa qualidade, amadorismo, diálogos irreais. Assim, totalmente estigmatizado os “bons” diretores não se arriscam nessas produções, pelo risco de sofrerem a censura no interior do mercado cinematográfico.
Segundo afirma Agnes Giard
…na França a classificação dos filmes como pornôs (ou como filmes X) foi uma tentativa de originalmente voltada para a liberdade, que visava permitir o uso de imagens de sexo nos filmes, mas rapidamente esta classificação passou a ser acompanhada por duras medidas fiscais que acabaram “matando no ninho um gênero cinematográfico nascente”. Sem recursos, esta categoria de filmes torna-se uma indústria que acumula genitálias em grande plano e atos sexuais como norma fundamental. Os filmes precursores do gênero anunciavam o glorisoso futuro da categoria: O último tango em Paris, O império dos sentidos, Mistress, O love Max, GOing Places, The mother and the wore, The Nigth Porter…poderia ter se tornado tao importante quanto os filmes de artes marciais ou as comédias musicais. No entanto ele foi assassinado. Cortaram-se seus recursos e ele foi condenado a mediocridade.
Proibições como a sofrida pelo Histoires de Sexe(s), somadas à força da TV, DVD, e da Internet, acabam por condenar de vez as ambições de quem desejava fazer arte com sexo…Afinal, quem vai querer fazer um filme de 3 milhões de reais (o valor mínimo de uma produção) se as produções da Internet, por exemplo, podem ser realizadas (sem sofrer censura da indústria) com apenas 3 mil euros?.
Para Ovidie o pornô agora é “a merda”. No lugar de mostrar o sexo como um espaço de liberdade e felicidade, o pornô mostra performances surrealistas e caricaturais.” Para o diretor, voltar às salas de cinema permitiria ao gênero sua saída do “gueto”, mas o CNC “desde 1975, como se os meios não tivessem evoluído, continua a classificar como pornô tudo o que ultrapassa o limiar de sua tolerância: um orgasmo vá lá. Dois orgasmos, prejuízo.
- Visite o site do filme e assista o trailer oficial: Histoires de Sexe(s)
- Artigo traduzido do francês, com algumas modificaçoes. Do blog de Agnès Giard.
Um americano de São Francisco, 37 anos, gay e fanático por pratos finos, publicou uma obra culinária bastante peculiar.
Paul “Fotie” Photenhauer, leva você em uma viagem culinária extraordinária utilizando um ingrediente bastante cotidiano: o sêmen.

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O livro apresenta deliciosas e inesperadas receitas de cardápios variados.
” O Sêmen não serve mais apenas para fast-food!” observa o site guanabee.
Abaixo traduzimos uma das receitas destacadas no site Guanabee.
Strawberry Splasharita
margaritas não contêm esperma?

Ingredientes:
1 bandeja de morangos congelados picados;
1/2 xícara de tequila de boa qualidade;
1/4 copo de “triple sec”;
1 colher de sopa de sêmen fresco.
Preparo:
Combine todos os ingredientes, exceto sêmen, em um liquidificador e misture até ficar no ponto. Despeje em o açúcar em uma taça de vidro.
Jogue o sêmen [ed. Nota: Nós não queremos saber de quem] sobre a bebida. Coagulado e frio o sêmen acrescenta um toque especial ao acabamento desta popular bebida.
Bizarro!
Banheiros sujos de rodoviária, metrô, ônibus, bares e outros lugares nada confiáveis? agora você pode frenquentar todos! Graças ao Whiz Freedom. Um objeto em forma de funil e antibacteriano que pode ser levado discretamente no bolso em bolsa de mão.

1 - Coloque Whiz junto do corpo como mostra a figura.
02 - Procure a melhor posiçao para utilizar o Whiz em sua casa ou em banheiros publicos.
03- Utilize Whiz sem tirar sua roupa.
Cartoons como este colocado acima, circulam em países como a Austrália. Já os vídeos deste comercial foram excluídos da internet.
Presente em inúmeros países e até mesmo distribuídos pelo seguro social, como ocorre na Grã-Bretanha, o produto tem grandes chances de sucesso e pode ser encontrado em sites conhecidos como o Amazon.com.
Bom, é no mínimo, muito interessante.
Quer viver uma aventura fora do casamento? Inaugurou este mês o Gleeden, site que oferece contatos entre adúlteros.
A empresa norte-americana Black Divine, criou o Gleeden em diferentes idiomas, previsto para estrear em países como França, Grã Bretanha, Espanha, Itália, Alemanha, Bélgica e Estados Unidos.

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Por enquanto, o único que está liberado só está aceitando inscriçoes e registro. A liberação total está prevista para dezembro. Mesmo assim, o site já conta com mais de environ 10 000 membros, espalhados pela Europa e Estados Unidos.
"Em nosso site as pessoas casadas podem declarar sua situação e buscar sensaçoes fora do casamento", explica ao jornal Le Parisien Teddy Truchot, 27 anos, diretor da companhia. "Não fomentamos a infidelidade, respondemos a uma necessidade. De fato, nos sites de relacionamentos para solteiros, uma em cada três pessoas se declara casada". Truchot considera que a infidelidade está se naturalizando e que nem sempre conduz ao divórcio. O site aceitará pessoas solteiras que buscam relaçoes com pessoas casadas.
Os fundadores do Gleeden se apoiam nas estatísticas para jutificar suas cifras. 34% dos homens e 25% das mulheres casadas confessam ter vivido pelo menos uma aventura extraconjugal. "Nós não inventamos o adultério", afirma um dos porta-vozes para a L´Express.
O site cobrará valores diferentes, de acordo com cotas que variam de 7 a 900 euros por inscrição. O site também afirma que garantirá a privacidade dos dados. Colocar uma foto, por exemplo, será opcional. No entanto, para verificar a identidade do internauta os usuários deverão submeter um endereço de email verdadeiro.
Gleeden, a vida zen
Segundo apresentação do site, Gleeden significa felicidade em inglês:
"Quem hoje se atreveria a excluir da felicidade a sedução, o desejo pelo alheio, os novos encontros e o amor? Cultive o seu jardim secreto, seu Éden, e ofereça uma nova chance a sua situação conjugal, uma nova vida, reencontre o seu sorriso... Acostume-se a ser feliz!
Este artigo me parece oportuno para esta época de best-sellers, livros de auto-ajuda, regras, normas, dicas que nos “ensinam” o que somos, o que fazemos, porque fazemos, e, ainda, do que gostamos e queremos (sabia que existem pessoas que pagam para um “especialista” dizerem de que música elas gostam?)…
Enfim… achei relevante traduzir o artigo da Agnés Giard, que fala especificamente de dois autores franceses, cujas obras começam sempre pelo termo “Porque?”. Eles são autores de livros como: “Porque os homens mentem e as mulheres choram?” e ”Porque os homens nunca escutam nada e as mulheres não sabem ler um mapa de trânsito?” etc. E, no Brasil, também temos a versão em português de Homens são de vênus, Mulheres são de Marte de John Gray. Creio o artigo serve para muitas obras atuais…
Voilá, segue o artigo….

A mulher é submissa de nascença?
Há pessoas que gostam de listar as diferenças entre homens e mulheres. Dizem que a mulher sorri mais porque ela é geneticamente submissa. Dizem também que ela representa muito bem a seguinte frase: “Eu sou uma pequena coisa, proteja-me”…
Porque os homens são mais responsáveis por guerras? Porque, na maioria das civilizações, os machos podem impor sua dominação sobre o gênero chamado de “fraco”? Para Allan e Barbara Pease - autores do best-seller sobre a diferença entre os sexos - é quase uma evidência: a mulher é “naturalmente” apresentada como submissa. Eles querem provar que a mulher, quase sistematicamente, evoca - pelo seu corpo - a idéia da fragilidade. Demonstrada em três pontos:
1/ a mulher é sorridente
De acordo com os pesquisadores Marvin Hecht e Marianne LaFrace (Boston University), as pessoas submissas e dóceis sorriem mais do que é habitual na presença de indivíduos altivos e intoleráveis. Eles também demonstraram que as mulheres sorriem mais do que os homens em situações profissionais, o que pode parecer que elas são fracas e submissas. Um verdadeiro comportamento de escravo! “alguns pretendem que esta diferença de sorrir entre os dois sexos provém do fato de que as fêmeas sempre foram mantidas em papéis subalternos pelos homens, resumem Allan e Barbara Pease. Mas, outras pesquisas mostram que, na idade de 8 semanas, as meninas sorriem muito mais do que os meninos, o que sugere que seria um sinal tangível inata e não adquirida”. Em resumo: as mulheres sorriem mais do que os homens, provavelmente porque está escrito em seu gene…
2 / a mulher abre os olhos
Para acentuar suas características infantis, as mulheres levantam as sobrancelhas quando vêem um homem, fazendo crescer seus olhos. Esse reflexo quase instintivo acentua a expressão de submissão. Algumas erguem as sobrancelhas: elas redesenham um arco situado acima da fronte e exibem uma face exagerada frente à imagem de rocha dos homens: uma visão infantil. Muitas mulheres têm um rosto infantil, a maioria dos homens são atraídos por elas. Chamados de “néoténie”: uma mulher de bochechas redondas, olhos grandes, queixo pequeno parecido com um bebê. Isso desencadeia no homem uma forte secreção de hormônios cerebrais que estimulam neles o desejo de proteção (dizem os especialistas). Isso acontece porque a estrutura óssea das mulheres muda menos que a dos meninos na puberdade. Por causa da testosterona, os rapazes se tornam adultos com uma mandíbula mais forte, um nariz mais evidente e a face marcada, que traduzem a habilidade de defender um território e afrontar os predadores. As mulheres, no entanto, mantêm suas bochechas, com uma contribuição de gordura subcutânea, incluindo os lábios, que lhes permite manter-se como “mãe”.
3/ a mulher anda com as mãos abaixadas
Quando um casal anda de mãos dadas, o parceiro dominante, nesse caso o homem, frequentemente coloca a palma da mão para baixo, enquanto o seu parceiro vira a palma da mão para cima. Isso é típico. A palma aberta para o céu (como se usa na meditação, por exemplo) representa a submissão. A palma voltada para baixo (como na saudação nazista, por exemplo), simboliza autoridade. Através deste simples gesto - de posicionamento da mão - as mulheres, inconscientemente, indicam muitas vezes sua submissão ao sexo masculino. “Um teste realizado com 350 alto-executivos, mostrou que 89% dos homens recorrem à posição dominante, contra 31% das mulheres”, observa Allan Pease. O autor diz que as mulheres são, com efeito, “menos interessadas que os homens pelo poder e autoridade”. “Resta saber se isso é inato, adquirido, natural ou cultural…
Pessoalmente, eu desconfio muito de todos esses grandes livros que colocam como verdade a idéia de que “os homens são de Marte e as mulheres são de Vênus”… Eles partem do princípio que o homem e a mulher são “iguais, mas diferentes” e é necessário, para compreender seu parceiro um manual de tradução verbal e gestual… É mais fácil para duas lésbicas ou dois homens gays se comunicar entre eles? Não estou certa. A diferença dos sexos existe realmente (comparada à diferença social ou cultural) ? Não posso deixar de pensar que, sob o disfarce de estudos científicos, os “especialistas” de comportamento, não fazem mais do que aprovar uma visão da mulher “ideal”: compreensiva, doce, maternal, em busca de um companheiro único… Enquanto existe - no melhor do SM, por exemplo - tanto mulheres submissas quanto mulheres dominadoras. E eu não falo das “profissionais”.
O professor e escritor Gerald N. Callahan afirma, em Between XX and XY: Intersexuality and the myth of two sexes, que “A percepção estereotipada de dois sexos opostos - eu tarzan, você jane - limita a compreensão que temos de nosso próprio corpo”

O autor diz que, ainda, que “nós continuamos a ver sempre uma lacuna onde ela não existe”, dizendo que as diferenças e características sexuais entre Tarzan e Jane são apenas variações.
“Em última análise, nós somos todos intersexuais”, conclui ele.
Para saber mais sobre o assunto, leia o artigo na revista New Scientist.
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