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Sábado, 31 de Julho de 2010
Quinta-Feira, 18 de Fevereiro de 2010
28 >Empreendedorismo! Ora essa!

Empreendedorismo, Ora Essa!

Quem não sabe da situação das empresas que foram enquadradas no Simples Nacional?;

Muitas empresas já se desenquadraram faz tempo, ainda no que diz respeito aos tributos federais tem havido vistas grossas, mas quando a merreca do débito é de competência das prefeituras o desenquadramento é imediato;

O SEBRAE se colocou como um dos coordenadores na criação e implantação do Simples Nacional, mas não teve peito para dizer que as empresas que se enquadrassem deveriam ter suas dividas tributadas zeradas, pois as micros empresas é quem fazem às micro economias regionais girar;

Em não zerando as dividas foram criadas imensas dificuldades pois foi colocado no peito das micro empresários o ferrão tributário exigindo-se a liquidez das parcelas mensais dos tributos parceladas junto com os impostos gerados mensalmente, assim se verifica um efeito de duplicidade de tributação;

Recuso-me em admitir que o micro empresário que não consegue ir pagando seus impostos seja por desonestidade e por corrupção, o governo e as instituições tal como o SEBRAE que se coloca como a dona da cocada preta em matéria de empreendedorismo, deveriam ter feito um planejamento efetivo de recuperação das micro-economias regionais através das micros empresas, mas em longo prazo, não se exigindo de imediato à liquidez dos atrasados gerando acúmulos de impostos, sendo a parcela mensal do atrasado mais o imposto gerado no mês, ainda sob o ferrão da lei de não poder atrasar?;

Todo mundo ta careca de saber que quem não paga 100 este mês, não vai pagar 200 no mês seguinte, muito menos quem não paga 500 este mês, irá agüentar pagar 1000 no mês seguinte e assim por diante;

Tem inúmeras maneiras de diluir estas distorções tributarias sem impor tão grande sacrifício, se fosse uma ou outra empresa dentro de um cenário econômico regular seria aceitável o ferrão tributário no peito da empresa que realmente é inadimplente, mais a situação e generalizada e é no Brasil inteiro, de Leste a Oeste, de Norte a Sul, então é um cenário econômico irregular, somam-se a isto as catástrofes climáticas acontecendo;

A carga tributaria é alta, mas são mudanças que levaria tempo pra ser discutidas, até porque não existe interesse em reduzir, mas poderia ter sido feito um melhor encaixe, um replanejamento a longo prazo, com o pagamento dos impostos gerados a partir de julho de 2007, programado pos parcelamentos mensalmente, possibilitando ai sim, um fôlego razoável para as medias e pequenas empresas;

Pergunto? Por que se empresa desenquadra em fevereiro só poderá ser reenquadrada em janeiro do ano seguinte? Isto é no mínimo uma coisa insensata.

Silveira
 

Publicado às 10h56m

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